Desde que desapareceste a nossa existência parece não fazer sentido. É como viver num inferno sem calor, um purgatório infinito. Se nos mantemos vivos, é apenas porque ainda temos a esperança de voltares para casa. Não sei por onde andas, com quem andas e até se te fizeram esquecer quem sempre te amou… Porque sim, nem todos os dias, foram os melhores e nem sempre fomos a família perfeita, mas aqui em casa houve sempre amor. Também é verdade que não pudemos oferecer-te tudo o que querias, mas demos-te sempre o que podíamos. Não sei em que estado te encontras, se tens medo de regressar. Não tenhas! O que quer que te tenham feito, o que quer que tenhas feito de que possas te arrepender, esquece e volta para nós. Temos tantas saudades tuas e uma capacidade imensa de aceitar tudo e esquecer. Volta para casa, amor. A partir desse dia, recomeçaremos uma vida nova contigo, um novo «tu« e um novo «nós»…. Amamos-te muito…
Quironn (02.07.07)
Em homenagem aos meninos desaparecidos e às suas famílias
